sábado, 22 de dezembro de 2007

Como se mata uma rosa

Sal, muito sal.
O sal conserva
O sal guarda
Guarda o que é bom, o que é ruim

Sugue o líquido
Retire a água
A pureza, o visco
Extraia a vida, a vontade de si

Exponha ao sol
Quem revigora também resseca
Seca

A rosa murcha
Encolhe-se
Sabendo-se tão pouco rosa
E somente flor
Que nasce, floresce
Vira papel, enruguece
E se esvai

Nenhum comentário: