Como se mata uma rosa
Sal, muito sal.
O sal conserva
O sal guarda
Guarda o que é bom, o que é ruim
Sugue o líquido
Retire a água
A pureza, o visco
Extraia a vida, a vontade de si
Exponha ao sol
Quem revigora também resseca
Seca
A rosa murcha
Encolhe-se
Sabendo-se tão pouco rosa
E somente flor
Que nasce, floresce
Vira papel, enruguece
E se esvai
sábado, 22 de dezembro de 2007
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