segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Lágrimas secas


Lágrimas secas

Secam o pulmão

Não respiro

Já foi, já era

Lágrimas secas

Escorreram ao vento

Saíram ao relento

Descuidadas, pisadas

Assim, maltrapilhas

Perdidas no chão

Alguém viu?

Eu não.

São secas e lágrimas

Se as virem, não serão

Mais lágrimas

Sangue serão

Coagulado, encerrado

Num “destino-caixão”

Nenhum comentário: