quinta-feira, 10 de novembro de 2005


Lugar comum
(N.Lazzarus)

Entre os ossos dos opostos
O paraíso e o ferrão
Pilhérias no mausoléu
Pipas voando no chão

Se você diz sim, meu bem
Querendo dizer não
"Vem pra cá neném"
É contra-senso na canção

Amor como em qualquer lugar
Amor em drops, no shopping
À vista ou no cartão: é só pagar

Nos seus olhos, só a luz
E na vida, tudo túnel
Em tempo quente, seduz
No frio, derrete a solidão

Em tempo é bom lembrar
E quando a grana faltar
Como se pode comprar amor?
Deixando o gosto de ter somente o q se quer
Pensando no que se pode dar

Amor como em nenhum lugar
Amor em cubos, quadrados
Crescendo e rompendo, é só regar

Um comentário:

Gilberto Porcidonio (Puppet) disse...

fogo que arde sem se ver,é ferida que dó e não se sente...
tenho medo de voltar à pronunciar esta palavra !
bjoz !