A Pele
Não gosto de ver criança chorar. Parte o coração, não? Ainda mais quando a criança é do seu convívio. Aí, acho que todo mundo numa situação assim vira manteiga rs.
A criança que vi chorar é meu sobrinho. Estava ele um dia brincando tranquilamente no quarto de minha mãe quando ouvimos um barulho e o chororô. Não tinha erro: ele havia se machucado.
Eu, num dia "daqueles", dando curto circuito, em pane... Me vi obrigada a socorrer.
O corte não tinha sido profundo, mas um pouco largo. E sangrava. Bastante. Meu sobrinho no seu desespero pueril tentava aparar o sangue com as mãozinhas sujas...
Tomei ele nos braços, segurei as mãozinhas dele o impedindo de "sujar" ainda mais o corte e o levei para o banheiro. A velha receita: água e sabão. Vocês já podem imaginar a gritaria que foi. Doeu. Dói. Tratar feridas dói. Tomar vacina dói. Cirurgias doem.
E meu sobrinho foi forte. Olhava pra mim como se eu tivesse o alívio da dor... Olhei pra ele e disse firme: vai doer, mas vai sarar, confia em mim.
Daí foi gelo pra estancar o sangue e antisséptico e o tradicional "band-aid" (que, por qualquer motivo ou por tanta propaganda, é de um efeito psicológico poderoso).
Depois foi calmaria. Tempos depois vi o corte. Totalmente cicatrizado, mas com a marca lá. Um pedaço do corpo que havia se rompido, a extração de algo que não está mais lá, mas foi regenerado, recriado. Pode não ser uma pele com a mesma resistência de antes, mas... Pele. E pele é pele.
sábado, 3 de maio de 2008
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Um comentário:
Corta o coração?! Em mim choro de criança corta é o ouvido! :p
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