Akeime
Akeime, segundo me falaram, significa "princesinha da lua". Sendo o único nome japonês que conseguia lembrar, assim batizei meu pequeno bonsai.
A primeira coisa que pensei quando ganhei Akeime foi... "Puxa! E agora?". Não entendo nada de bonsais. Não sei quanta água precisam para se sentirem bem, não sei como se tratam as folhas, não sei a que tipo de problemas a pequena árvore é exposta... O quanto de sol, de ar necessita etc, etc, etc.
Mas Akeime me ensinou muitas coisas... A primeira é que eu não sabia quase nada sobre ela, rs. Que fiz, então? Pesquisei. E descobri coisas interessantes até. Hoje sei o quanto de sol, de água ela precisa. Sei que está sujeita a fungos, que precisa de fertilizante...
E com Akeime cada dia é um dia. Vejo que mesmo pra um bonsai - resistente, forte - Akeime exige cuidados. Exige, não: demanda, grita.
Akeime tem resistido bravamente aos meus descuidos. Arvorezinha guerreira essa! Resiste, mas avisa: trate-me TODOS os dias, lembre-se de mim TODOS os dias, faça-me crescer TODOS os dias. E continua me ensinando: quais são as pequenas arvorezinhas que matamos TODOS os dias? E para nossas pequenas árvores, cada dia é um dia.
terça-feira, 1 de julho de 2008
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Just a piece
A dreamer under a tree
No apple falls on me
I stretch my arms
Feel my fingers
And the screen
The bytes and bits
Of you, just a bit
In peace

Across the sea
A voice
A thought
No touch
We walk
you, a whisper
The wind
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sábado, 31 de maio de 2008
sábado, 3 de maio de 2008
A Pele
Não gosto de ver criança chorar. Parte o coração, não? Ainda mais quando a criança é do seu convívio. Aí, acho que todo mundo numa situação assim vira manteiga rs.
A criança que vi chorar é meu sobrinho. Estava ele um dia brincando tranquilamente no quarto de minha mãe quando ouvimos um barulho e o chororô. Não tinha erro: ele havia se machucado.
Eu, num dia "daqueles", dando curto circuito, em pane... Me vi obrigada a socorrer.
O corte não tinha sido profundo, mas um pouco largo. E sangrava. Bastante. Meu sobrinho no seu desespero pueril tentava aparar o sangue com as mãozinhas sujas...
Tomei ele nos braços, segurei as mãozinhas dele o impedindo de "sujar" ainda mais o corte e o levei para o banheiro. A velha receita: água e sabão. Vocês já podem imaginar a gritaria que foi. Doeu. Dói. Tratar feridas dói. Tomar vacina dói. Cirurgias doem.
E meu sobrinho foi forte. Olhava pra mim como se eu tivesse o alívio da dor... Olhei pra ele e disse firme: vai doer, mas vai sarar, confia em mim.
Daí foi gelo pra estancar o sangue e antisséptico e o tradicional "band-aid" (que, por qualquer motivo ou por tanta propaganda, é de um efeito psicológico poderoso).
Depois foi calmaria. Tempos depois vi o corte. Totalmente cicatrizado, mas com a marca lá. Um pedaço do corpo que havia se rompido, a extração de algo que não está mais lá, mas foi regenerado, recriado. Pode não ser uma pele com a mesma resistência de antes, mas... Pele. E pele é pele.
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Lazzarus
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7:31 AM
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sexta-feira, 11 de abril de 2008
TURN, TURN, TURN...
Pois é.
O sol nasce e se põe.
As marés enchem e "desenchem".
As horas vêm e vão.
Os dias vêm e vão.
Todos os dias temos fome e comemos.
Todos os dias nos sujamos e nos lavamos.
Todos os dias nos calamos e falamos.
Vemos pessoas todos os dias
Aprendemos todos os dias
Ensinamos todos os dias
E corremos,
E "teclamos",
E lemos,
E entramos
Mas... As lições vão
As horas vão
Os dias também vão
A fome passa
O sol passa
A onda passa
AS PESSOAS PASSAM
Como diz meu irmão:
"Até a uva passa"
O AMOR PERMANECE
"Para todas as coisas há um tempo e um propósito debaixo do sol", disse o Pregador.
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2:20 PM
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terça-feira, 25 de março de 2008
Wordless
No vazio de tudo que sou
Silêncio
Multidão de pensamentos
Inação
Perplexidade
Vontade
E num instante
Em que minha mente pára
Não diz, não olha
Geme e chora não sei o que
Inominável
Sussurro
Inalcançável
Voc...
...
...
...
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12:03 PM
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sábado, 22 de março de 2008
Depois de falar do Bode, cá estou pra falar do habitat do Bode...
A primeira coisa que me vem à mente é a canção que mestre Gonzagão cantava: "não há, oh gente, oh não, luar como esse do sertão". E não há mesmo! Explico.
Terça de carnaval, anoitecendo. Dessa vez, os bichos não são bodes exatamente, mas... carneiros. Fomos à casa deles.
Não pudemos ver muita da vegetação pois, já era noite. Mas o céu em compensação... Este era quase cor de prata. Luzes e mais luzes. Os vagalumes iluminavam a estrada e nós nos iluminávamos ao som de música medieval. Contraste? Nem um pouco rs. Como não deveriam ser os céus do século XIII, por exemplo? Talvez até mais brilhantes.
Chegando à Casa, vimos e sentimos o cheiro da sala de concerto logo que entramos. Ao lado, um telescópio. Poucos minutos e todos se mobilizaram para montá-lo. A prontidão para esta tarefa foi logo justificada: o céu era ainda mais prata pelo telescópio. Aliás, não só prata: era vermelho de Marte, era amarelo de Saturno e seus anéis, era azul diamante de Sirius. Era todo brilho, todo luz.
De fato, não há lugar, nem luar como aquele do sertão.
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12:57 PM
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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Congelando
Não alimente
Aumente
Não supra
Suma
Congele
Condene
Despeje
Despreze
Repele
Envenene
E ganho
Mais força
Vontade
De aguar
Nosso vinho
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3:58 PM
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Lágrimas secas
Lágrimas secas
Secam o pulmão
Não respiro
Já foi, já era
Lágrimas secas
Escorreram ao vento
Saíram ao relento
Descuidadas, pisadas
Assim, maltrapilhas
Perdidas no chão
Alguém viu?
Eu não.
São secas e lágrimas
Se as virem, não serão
Mais lágrimas
Sangue serão
Coagulado, encerrado
Num “destino-caixão”
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4:05 PM
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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
O Bode
Segundo a Wikipedia: "macho adulto dos caprinos, é um mamífero herbívoro ruminante cavicórneo que pertence à família dos bovídeos, subfamília dos caprinos tendo por designação latina: Capra aegagrus hircus". Li também que são animais para climas temperados, montanhas.
Pois é... Os que vi moram em terra trigueira, cor de brasa. Brasil. Miolo do Brasil. Saí a procura de um em especial mesmo tendo ouvido rumores de que ele era meio arisco, arredio. Malas prontas, livros em punho, câmeras, caderno (porque, ainda que eu tivesse... laptop e estrada... pra mim, não combinam!). Fui.
A primeira vez que ouvi falar no Bode estava na faculdade. Uma amiga recomendou: "Ouve isso, acho que você vai gostar. Tem muito a ver com Idade Média". Eu, apaixonada por tempos longínquos, não hesitei. Além do mais, a fonte era muito confiável. Ouvi e ouço até hoje. Tem razão os que observaram o elo desta música com nossa matriz lusitana medieval. O Bode canta gestas, castelos, justas... Canta Joana do Tarugo, Dassanta, A Donzela Tiadora (conto que remete às influências árabes no folclore galego-português).
Para adentrar um pouco no significado deste artista, levo comigo uma história que interpretei à luz de uma metáfora formada antes mesmo que eu viesse a conhecê-lo.
Ei-la:
Ao chegar na cancela da fazenda do "Príncipe da Caatinga" (como disse Vinicius de Moraes), ficamos eu e meu parceiro de estrada nos perguntando como fazíamos para entrar. E agora? Gritar não adiantaria. A casa era longe demais do portão de entrada. Olhamos para o portão que não era tão alto e... Pulamos! Assim como se pula a cerca rs...
Demos os primeiros passos e logo avistamos eles - os bodes. Alguns de cabeça mais lisa, outros com grandes chifres. Alguns olhando pra nós. Paramos. Não sabemos lidar com tais animais no nosso cotidiano. Que fazer? Seguir e arriscar levar umas chifradas ou voltar. Continuamos observando. O do chifre mais longo bateu uma das pernas no chão. Entendemos como sinal: "Parece que ele está marcando território", ao que ouvi: "Não sei se é seguro arriscar seguir em frente, não. Vamos voltar."
Voltamos, olhamos os bodes... Alguns continuavam nos olhando. Meu companheiro decide tocar no vizinho da frente e pedir informações sobre como entrar. Sento à sombra da Gameleira e continuo fazendo minhas notas. Meio de longe, observo que os bodes vagarosamente retomam o caminho da estrada, distanciando-se de nós. Confesso que me senti mais aliviada.
"Ele disse que 'não faz nada, não'. Que os bodes são 'mansinhos'". "Mansinhos ou não", meu companheiro seguiu com um galhinho na mão... Pro caso de sentir necessidade.
Os bodes se distanciando, nenhum deles estava nos encarando mais... Fizemos uma pausa e entramos. Dessa vez, sem pular. O portão estava só com o cadeado embolado para enganar os desavisados (nós, no caso).
Alguns passos, já mais perto dos bodes, encontramos um dos trabalhadores da fazenda. Eu me senti mais aliviada ainda rs. Aos poucos, nos aproximávamos dos bodes, pois nossos passos eram mais largos. Olhei pro lado, vi o bode de chifres longos. Acho que ele não deve ter notado nem sombra de gente que estava perto dele. Confirmei as palavras do vizinho da frente: sim, o Bode era manso. Segui.
P.s: Pra quem não conhece o Bode...
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sábado, 12 de janeiro de 2008
Could not say
Could not hide
Make efforts dull
Make love companion's fool
Go astray
Wonder why
Not here, not there
Go away
Mr. Hide
Only a "t" between
"here" and "there"
May "there" be "thine"
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sábado, 22 de dezembro de 2007
Como se mata uma rosa
Sal, muito sal.
O sal conserva
O sal guarda
Guarda o que é bom, o que é ruim
Sugue o líquido
Retire a água
A pureza, o visco
Extraia a vida, a vontade de si
Exponha ao sol
Quem revigora também resseca
Seca
A rosa murcha
Encolhe-se
Sabendo-se tão pouco rosa
E somente flor
Que nasce, floresce
Vira papel, enruguece
E se esvai
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5:16 PM
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sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Pensei em escrever...
Mas descobri que o que eu queria dizer hoje... Já foi dito por mim em "consider". Se posso me dar o direito a um auto-plágio... Ei-lo novamente:
Consider
We’re only shadows in the desert
We run in and out and end up in the same place.
Home is far, but we persist
We’re not brave, but we have to live
Love is but an answer
I couldn’t find
A memory that still remains
In a fool’s mind
Love is a signal
That shows we’re human
A piece of meaning
In this meaningless merry
It should be bread
In times of hunger
But it’s a drop of water
For a thirsty crowd
Should we be easy with a drop?
Could we go on without a crop?
And if the pain makes us morn
We’ve got to make our path and fight for more
P.s: Pra gente lembrar que tudo aqui é passageiro... Que carreira, ocupações, relações afetivas e até de parentesco... tudo vaidade sob o sol, como diz o Pregador.
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segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Que razão se faz razão
Só há braços que envolvem e descansam
Em laços que se tornam únicos
Em todas as direções
Se me encontro no alto de um monte, vejo sua mão
Se é um vento que passa, eu te sinto
Se o abismo parece infindo, toco o seu chão
E flutuo
Como flutuaria no espaço rumo ao impensável,
Ao tempo que nunca acaba
Aonde todo homem anseia chegar
E se torna realidade o nome de quem me guarda
Que até minhas impurezas faz limpar
E mostra seu rosto através de um anjo
E encontro você, seja qual for o lugar
Ever ever after, luv you heart and soul, no periods
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2:48 PM
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quinta-feira, 2 de agosto de 2007
terça-feira, 3 de julho de 2007
I'm crap
I'm flat
I'm about to snap
Just take a break
Or I'll fake
Never sleep
Never wake
Numbed I could be
Numbered I shall be
Just nonsense
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7:44 PM
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domingo, 15 de abril de 2007
Hoje me deparei com o seguinte recado no meu orkut:
"É sintomático quando, em uma segunda-feira, observamos as pessoas lamentando a volta ao trabalho e suspirando na expectativa do próximo final de semana. O que um dia representa para você? Mais um obstáculo a ser vencido? Ou uma oportunidade de, sob a orientação de Deus, realizar algo novo e bom. A Bíblia diz: “alegremo-nos com o dia que o Senhor nos deu”, e essa é uma máxima importante. Cada dia, mesmo que depositário de lutas e desafios abre as portas para um aprendizado de como realizar e aperfeiçoar a nossa vida, descobrindo o que deve ser evitado e semeando para a eternidade. Não descarte seu dia, conte-o e avalie tudo o que ele encerra, e estará aprimorando seus sentimentos, sua mente e sua alma, trilhando o caminho da sabedoria!! Que seu domingo seja de paz e muita alegria, e que sua semana seja igualmente alegre e muitíssimo abençoada!!! Beijos no coração!!!
Nem uma vírgula a acrescentar, nem a tirar. Wise words.
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1:46 PM
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quarta-feira, 7 de março de 2007
Sobre nossos dias
"Eis que a mão do Senhor não está encolhida para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir.
Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.
Porque as vossas mãos estão contaminadas de sangue, e os vossos dedos, de iniqüidade, os vossos lábios falam mentiras, e a vossa língua profere maldade.
Chocam ovos de áspide e tecem teias de aranha; o que comer os ovos dela morrerá; se um dos ovos é pisado, sai-lhe uma víbora.
As suas teias não se prestam para vestes, os homens não poderão cobrir-se com o que eles fazem, as obras deles são obras de iniqüidade, obra de violência há nas suas mãos.
Os seus pés correm para o mal, são velozes para derramar o sangue inocente, os seus pensamentos são pensamentos de iniqüidade; nos seus caminhos há desolação e abatimento.
Desconhecem o caminho da paz, nem há justiça nos seus passos; fizeram para si veredas tortuosas; quem anda por elas não conhece a paz...
Porque as nossas transgressões se multiplicam perante ti, e os nossos pecados testificam contra nós; porque as nossas transgressões estão conosco, e conhecemos nossas iniqüidades...
Sim, a verdade sumiu, e quem se desvia do mal é tratado como presa. O Senhor viu isso e desaprovou o não haver justiça...
Temerão, pois, o nome do Senhor desde o poente e a sua glória, desde o nascente do sol; pois virá como torrente impetuosa, impelida pelo Espírito Santo.
Virá o Redentor a Sião e aos de Jacó que se converterem, diz o Senhor.
Quanto a mim, está é a minha aliança com eles, diz o Senhor: o meu Espírito que está sobre ti, e as minhas palavras, que pus na tua boca, não se apartarão dela, nem da de teus filhos, nem da dos filhos de teus filhos, não se apartarão desde agora e para todo o sempre, diz o Senhor."
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quarta-feira, 13 de dezembro de 2006
Segue abaixo minha resposta sobre a mensagem que tá circulando pela rede cujo título é: "Boicote aos 'Turistas'"
Queridos(as):
Esse boicote é sobre o filme "Turistas". No entanto... Alterei o título para aprofundar a questão. E pensei... Por que não, ao invés do lugar comum de afastar o "mal" -- a aparente soberania de ver uma realidade (isso aí: UMA realidade), não fazer da dita obra hollywoodiana (se é que está no mainstream da indústria norte-americana) além de uma forma de se refletir a realidade que enxergamos sobre nossa cidade, um caminho pra se pensar a própria indústria cultural americana (e digo americana mesmo, todas as américas).
De onde, afinal, saiu a verba para a produção de "Turistas"?? Sim, claro. Saiu do bolso de milhões de estadunidenses sedentos de placebo e de versões de mundo (as mais utilitaristas e reducionistas ao meu ver) que por mais de meio século estão engordando o bolso de ultra-mega-hiper-master astros como Spielberg, Cameron e Scott. Mas... Foi só de lá? Alguém aí sabe quantos milhões de dólares, nós tupiniquins, demos nas bilheterias de Titanic? Gladiador? O Senhor dos Anéis?
"Turistas" só se faz possível na medida em que existe uma cidade como a nossa desviando a atenção, o foco para um país na América do Sul e, na medida em que existe retorno para esta criadouro cinematográfico norte-americano, pois os recursos para que esta produção se mantenha e se estabeleça como potência se fazem na bilheteria. Bilheteria com pagante, espectadores, audiência como eu e você.
Só pra finalizar, mas sem, de forma alguma, esgotar a questão: por que, ao invés de se propor um simples boicote reducionista e parcial (posto que como cariocas nos sentimos extremamente ofendidos com tanta desisformação por parte dos nossos vizinhos estadunidenses), não
façamos um boicote ao reducionismo, às generalizações preconceituosas, à degustação de apenas UMA versão de mundo? Por que não invadir as salas de cinema, mais baratas que os mega Cinemarks, para ver, ouvir, cheirar o que tem a dizer nossos irmãos europeus, chineses, indianos (estes, inclusive, com produção muitas vezes até superior em nº que a norte-americana) e principalmente, saber o que nós mesmos temos a dizer sobre nós através da nossa produção cinematográfica?
Então, deixo a controvérsia sobre o filme assim... Em aberto. Que aponte para outras reflexões. Quem é vc, Brasil? Quem é vc, Rio?
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sábado, 21 de outubro de 2006
Crush
Crush
Crack
Into me
Me bones
Me stones
Crack the stones
The bones
The "nos" and donts
The nuts and none
None is left
Said
Kept
None
Not
Me
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3:27 PM
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