sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Find the water


"Don't drink the water
There's blood in the water"



Yes, I drank the water. When I did it, there was much blood in the water - my blood.

As I listen to sweet Dave singing, I think how tough it is our condition. We would be a grain of sand in orbit if we didn't have a bloody water. The blood should have been mine. But it wasn't.

I committed crime, and I do it every single day. It's my hobby. I hate, I despise, I slaughter hope as it becomes an enemy to me. I destroy His dreams to me.

The bloody water paid my acts of crime, paid my weakenesses, paid my fallen humanity as I accepted the offer to have my debts paid.

Now, I get myself thinking... Still, I have my debts: I owe my city, my country, and people around me. Don't we all have our debts?


Found mine. Find yours. Find yourself.


quarta-feira, 6 de agosto de 2008

A Boca






A boca é uma parte do corpo para a qual descobrimos tantas funções... Não importa o tamanho, a importância dela é tamanha :O Vejamos: com a boca comemos, bebemos, falamos, beijamos. E não importa o tamanho da boca, a importância dela não diminui. Ela é importante. Não importa também o tipo da boca: boca pequena, bocão, boca de jacaré, boca de siri... Todas as bocas comem, bebem, falam e beijam. Pois é... A boca se presta a muitas funções. Só tem uma coisinha... Uma vez que você tenha nascido com uma certa boca... Tem jeito, não. É aquela o resto da vida. A minha, por exemplo, é grande. Minha boca é grande por dentro e também quando sorrio (especialmente). Tenho lábios mais ou menos grossos. Enfim... Um bocão, por assim dizer. Mas um bocão pode não comer muito, beber muito... Mas... pra falar... Aí é outra história. Minha boca faz juz ao tamanho! Eu FALO muito :S E falo demais!! É uma boca nervosa, desmedida, atrevida e corajosa (alguns dizem). Minha boca fala tanto que fala até pelos dedos... É, praticamente, uma parte autônoma do meu corpo, desaforada que é. E enquanto fala, não come, não bebe, não beija... E como diz o provérbio, "quando um burro fala, os outros abaixam a orelha".



É. Preciso comer mais...

segunda-feira, 4 de agosto de 2008


i write because it bleeds
i shamble because it hurts
i paint 'cause i have colors
i drink because it burns

i say because it rings
i scream because it blows
i faint because of life
i hope because i dye
you shut
so do I?





segunda-feira, 21 de julho de 2008

Y O U R A N A W A Y

wait for the train in the railway and when it arrives you run away

run away run away run away


wait for the bus in the middle of the street and when it comes

you go astray

let it come let it come let it run


wait for yourself high up in the sky and if there’s someone else

you let her fly

never say never say never say






terça-feira, 1 de julho de 2008

Akeime


Akeime, segundo me falaram, significa "princesinha da lua". Sendo o único nome japonês que conseguia lembrar, assim batizei meu pequeno bonsai.

A primeira coisa que pensei quando ganhei Akeime foi... "Puxa! E agora?". Não entendo nada de bonsais. Não sei quanta água precisam para se sentirem bem, não sei como se tratam as folhas, não sei a que tipo de problemas a pequena árvore é exposta... O quanto de sol, de ar necessita etc, etc, etc.

Mas Akeime me ensinou muitas coisas... A primeira é que eu não sabia quase nada sobre ela, rs. Que fiz, então? Pesquisei. E descobri coisas interessantes até. Hoje sei o quanto de sol, de água ela precisa. Sei que está sujeita a fungos, que precisa de fertilizante...

E com Akeime cada dia é um dia. Vejo que mesmo pra um bonsai - resistente, forte - Akeime exige cuidados. Exige, não: demanda, grita.

Akeime tem resistido bravamente aos meus descuidos. Arvorezinha guerreira essa! Resiste, mas avisa: trate-me TODOS os dias, lembre-se de mim TODOS os dias, faça-me crescer TODOS os dias. E continua me ensinando: quais são as pequenas arvorezinhas que matamos TODOS os dias? E para nossas pequenas árvores, cada dia é um dia.

segunda-feira, 9 de junho de 2008



Just a piece




I'm a shadow in graceland
A dreamer under a tree
No apple falls on me


I stretch my arms
Feel my fingers
And the screen
The bytes and bits
Of you, just a bit
In peace





Across the sea
A voice
A thought
No touch
We walk
you, a whisper
The wind




sábado, 3 de maio de 2008

A Pele

Não gosto de ver criança chorar. Parte o coração, não? Ainda mais quando a criança é do seu convívio. Aí, acho que todo mundo numa situação assim vira manteiga rs.

A criança que vi chorar é meu sobrinho. Estava ele um dia brincando tranquilamente no quarto de minha mãe quando ouvimos um barulho e o chororô. Não tinha erro: ele havia se machucado.

Eu, num dia "daqueles", dando curto circuito, em pane... Me vi obrigada a socorrer.
O corte não tinha sido profundo, mas um pouco largo. E sangrava. Bastante. Meu sobrinho no seu desespero pueril tentava aparar o sangue com as mãozinhas sujas...
Tomei ele nos braços, segurei as mãozinhas dele o impedindo de "sujar" ainda mais o corte e o levei para o banheiro. A velha receita: água e sabão. Vocês já podem imaginar a gritaria que foi. Doeu. Dói. Tratar feridas dói. Tomar vacina dói. Cirurgias doem.

E meu sobrinho foi forte. Olhava pra mim como se eu tivesse o alívio da dor... Olhei pra ele e disse firme: vai doer, mas vai sarar, confia em mim.

Daí foi gelo pra estancar o sangue e antisséptico e o tradicional "band-aid" (que, por qualquer motivo ou por tanta propaganda, é de um efeito psicológico poderoso).

Depois foi calmaria. Tempos depois vi o corte. Totalmente cicatrizado, mas com a marca lá. Um pedaço do corpo que havia se rompido, a extração de algo que não está mais lá, mas foi regenerado, recriado. Pode não ser uma pele com a mesma resistência de antes, mas... Pele. E pele é pele.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

TURN, TURN, TURN...

Pois é.
O sol nasce e se põe.
As marés enchem e "desenchem".
As horas vêm e vão.
Os dias vêm e vão.

Todos os dias temos fome e comemos.
Todos os dias nos sujamos e nos lavamos.
Todos os dias nos calamos e falamos.

Vemos pessoas todos os dias
Aprendemos todos os dias
Ensinamos todos os dias

E corremos,
E "teclamos",
E lemos,
E entramos

Mas... As lições vão
As horas vão
Os dias também vão

A fome passa
O sol passa
A onda passa
AS PESSOAS PASSAM

Como diz meu irmão:
"Até a uva passa"

O AMOR PERMANECE


"Para todas as coisas há um tempo e um propósito debaixo do sol", disse o Pregador.

terça-feira, 25 de março de 2008

Wordless

No vazio de tudo que sou
Silêncio
Multidão de pensamentos
Inação
Perplexidade
Vontade

E num instante
Em que minha mente pára
Não diz, não olha
Geme e chora não sei o que
Inominável
Sussurro
Inalcançável

Voc...
...
...
...


sábado, 22 de março de 2008

Luar do sertão

Depois de falar do Bode, cá estou pra falar do habitat do Bode...

A primeira coisa que me vem à mente é a canção que mestre Gonzagão cantava: "não há, oh gente, oh não, luar como esse do sertão". E não há mesmo! Explico.

Terça de carnaval, anoitecendo. Dessa vez, os bichos não são bodes exatamente, mas... carneiros. Fomos à casa deles.

Não pudemos ver muita da vegetação pois, já era noite. Mas o céu em compensação... Este era quase cor de prata. Luzes e mais luzes. Os vagalumes iluminavam a estrada e nós nos iluminávamos ao som de música medieval. Contraste? Nem um pouco rs. Como não deveriam ser os céus do século XIII, por exemplo? Talvez até mais brilhantes.

Chegando à Casa, vimos e sentimos o cheiro da sala de concerto logo que entramos. Ao lado, um telescópio. Poucos minutos e todos se mobilizaram para montá-lo. A prontidão para esta tarefa foi logo justificada: o céu era ainda mais prata pelo telescópio. Aliás, não só prata: era vermelho de Marte, era amarelo de Saturno e seus anéis, era azul diamante de Sirius. Era todo brilho, todo luz.
De fato, não há lugar, nem luar como aquele do sertão.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Congelando

Não alimente
Aumente
Não supra
Suma
Congele
Condene
Despeje
Despreze
Repele
Envenene

E ganho

Mais força

Vontade

De aguar

Nosso vinho

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Lágrimas secas


Lágrimas secas

Secam o pulmão

Não respiro

Já foi, já era

Lágrimas secas

Escorreram ao vento

Saíram ao relento

Descuidadas, pisadas

Assim, maltrapilhas

Perdidas no chão

Alguém viu?

Eu não.

São secas e lágrimas

Se as virem, não serão

Mais lágrimas

Sangue serão

Coagulado, encerrado

Num “destino-caixão”

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

O Bode

Segundo a Wikipedia: "macho adulto dos caprinos, é um mamífero herbívoro ruminante cavicórneo que pertence à família dos bovídeos, subfamília dos caprinos tendo por designação latina: Capra aegagrus hircus". Li também que são animais para climas temperados, montanhas.


Pois é... Os que vi moram em terra trigueira, cor de brasa. Brasil. Miolo do Brasil. Saí a procura de um em especial mesmo tendo ouvido rumores de que ele era meio arisco, arredio. Malas prontas, livros em punho, câmeras, caderno (porque, ainda que eu tivesse... laptop e estrada... pra mim, não combinam!). Fui.


A primeira vez que ouvi falar no Bode estava na faculdade. Uma amiga recomendou: "Ouve isso, acho que você vai gostar. Tem muito a ver com Idade Média". Eu, apaixonada por tempos longínquos, não hesitei. Além do mais, a fonte era muito confiável. Ouvi e ouço até hoje. Tem razão os que observaram o elo desta música com nossa matriz lusitana medieval. O Bode canta gestas, castelos, justas... Canta Joana do Tarugo, Dassanta, A Donzela Tiadora (conto que remete às influências árabes no folclore galego-português).


Para adentrar um pouco no significado deste artista, levo comigo uma história que interpretei à luz de uma metáfora formada antes mesmo que eu viesse a conhecê-lo.
Ei-la:


Ao chegar na cancela da fazenda do "Príncipe da Caatinga" (como disse Vinicius de Moraes), ficamos eu e meu parceiro de estrada nos perguntando como fazíamos para entrar. E agora? Gritar não adiantaria. A casa era longe demais do portão de entrada. Olhamos para o portão que não era tão alto e... Pulamos! Assim como se pula a cerca rs...

Demos os primeiros passos e logo avistamos eles - os bodes. Alguns de cabeça mais lisa, outros com grandes chifres. Alguns olhando pra nós. Paramos. Não sabemos lidar com tais animais no nosso cotidiano. Que fazer? Seguir e arriscar levar umas chifradas ou voltar. Continuamos observando. O do chifre mais longo bateu uma das pernas no chão. Entendemos como sinal: "Parece que ele está marcando território", ao que ouvi: "Não sei se é seguro arriscar seguir em frente, não. Vamos voltar."


Voltamos, olhamos os bodes... Alguns continuavam nos olhando. Meu companheiro decide tocar no vizinho da frente e pedir informações sobre como entrar. Sento à sombra da Gameleira e continuo fazendo minhas notas. Meio de longe, observo que os bodes vagarosamente retomam o caminho da estrada, distanciando-se de nós. Confesso que me senti mais aliviada.


"Ele disse que 'não faz nada, não'. Que os bodes são 'mansinhos'". "Mansinhos ou não", meu companheiro seguiu com um galhinho na mão... Pro caso de sentir necessidade.


Os bodes se distanciando, nenhum deles estava nos encarando mais... Fizemos uma pausa e entramos. Dessa vez, sem pular. O portão estava só com o cadeado embolado para enganar os desavisados (nós, no caso).


Alguns passos, já mais perto dos bodes, encontramos um dos trabalhadores da fazenda. Eu me senti mais aliviada ainda rs. Aos poucos, nos aproximávamos dos bodes, pois nossos passos eram mais largos. Olhei pro lado, vi o bode de chifres longos. Acho que ele não deve ter notado nem sombra de gente que estava perto dele. Confirmei as palavras do vizinho da frente: sim, o Bode era manso. Segui.


P.s: Pra quem não conhece o Bode...


sábado, 12 de janeiro de 2008

Could not say
Could not hide
Make efforts dull
Make love companion's fool

Go astray
Wonder why
Not here, not there

Go away
Mr. Hide

Only a "t" between
"here" and "there"
May "there" be "thine"

sábado, 22 de dezembro de 2007

Como se mata uma rosa

Sal, muito sal.
O sal conserva
O sal guarda
Guarda o que é bom, o que é ruim

Sugue o líquido
Retire a água
A pureza, o visco
Extraia a vida, a vontade de si

Exponha ao sol
Quem revigora também resseca
Seca

A rosa murcha
Encolhe-se
Sabendo-se tão pouco rosa
E somente flor
Que nasce, floresce
Vira papel, enruguece
E se esvai

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Pensei em escrever...
Mas descobri que o que eu queria dizer hoje... Já foi dito por mim em "consider". Se posso me dar o direito a um auto-plágio... Ei-lo novamente:

Consider


We’re only shadows in the desert
We run in and out and end up in the same place.
Home is far, but we persist
We’re not brave, but we have to live

Love is but an answer
I couldn’t find
A memory that still remains
In a fool’s mind

Love is a signal
That shows we’re human
A piece of meaning
In this meaningless merry

It should be bread
In times of hunger
But it’s a drop of water
For a thirsty crowd

Should we be easy with a drop?
Could we go on without a crop?
And if the pain makes us morn
We’ve got to make our path and fight for more




P.s: Pra gente lembrar que tudo aqui é passageiro... Que carreira, ocupações, relações afetivas e até de parentesco... tudo vaidade sob o sol, como diz o Pregador.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

















Que razão se faz razão
Só há braços que envolvem e descansam
Em laços que se tornam únicos
Em todas as direções

Se me encontro no alto de um monte, vejo sua mão
Se é um vento que passa, eu te sinto
Se o abismo parece infindo, toco o seu chão

E flutuo
Como flutuaria no espaço rumo ao impensável,
Ao tempo que nunca acaba
Aonde todo homem anseia chegar

E se torna realidade o nome de quem me guarda
Que até minhas impurezas faz limpar
E mostra seu rosto através de um anjo
E encontro você, seja qual for o lugar

Ever ever after, luv you heart and soul, no periods

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

terça-feira, 3 de julho de 2007

I'm crap
I'm flat
I'm about to snap
Just take a break
Or I'll fake
Never sleep
Never wake
Numbed I could be
Numbered I shall be

Just nonsense