Aqui eu vou registrar e "cuspir" minhas inquietudes, "insights", enfim: os pensamentos que, com força quase que própria, teimem em explodir. Trata-se de um êxodo na esperança de ouvir outras vozes que clamem do deserto. A quem se enxergar nesses escritos: minhas boas vindas!
A única coisa que pensei em fazer foi... escrever. O quê? Sei lá. É um comichão que deu, uma vontade de não sei o quê por causa de um não sei que lá ou talvez... não sei quem. Ora... Quem? Isso mesmo: quem? Quem é, o que vai fazer, o que pede. Todo mundo pede. Eu saio de casa, vou para o trabalho e lá me pedem um moooonte de coisas. Chego em casa e ainda, com coisas a fazer, "as coisas" me pedem, me exigem. E exigem a um tempo, um lugar. Não posso dar aulas na praia ou no calçadão. Não posso ler enquanto dou aulas, não posso escrever enquanto estou em trânsito. Pedir, pedir, pedir... Como eu não tenho a mínima vontade de ficar enchendo linguiça (pois é! linGUIça pra tentar me acostumar com as novas regras ortográficas, humpft! E F*-se aqueles que esquecerem do "u" da linguiça, argh!)... Pois é. Voltando a "encheção de linguiça"... Como é o que eu não quero fazer e tão pouco estou com saco pra isso... Eu vou só dizer um cadinho mais... EU TAMBÉM QUERO PEDIR, @#$&*())(¨&%$#@!!@#$%¨&*()_+_)(*¨&%$#@!!@#%¨&*()_+_)(*&¨%$#@!!!!! E tenho dito!
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
"Blog Action Day" ou o Dia da Ação do Blogue contra a pobreza
Ê, título imenso! Pouco importa. Nem sei se deveria ter entrado nessa... Não conheço bem os rumos dessa prosa... rs. Não sei bem como funciona, pra onde vai. Tá aí. Postar contra a pobreza. Só uma perguntinha básica pra se refletir... Será que essa "pobreza" é só a das moedinhas e notinhas verdes ou há também espaço pra falar da pobreza que habita tantos "cucurotos" mundo afora??
Yes, I drank the water. When I did it, there was much blood in the water - my blood.
As I listen to sweet Dave singing, I think how tough it is our condition. We would be a grain of sand in orbit if we didn't have a bloody water. The blood should have been mine. But it wasn't.
I committed crime, and I do it every single day. It's my hobby. I hate, I despise, I slaughter hope as it becomes an enemy to me. I destroy His dreams to me.
The bloody water paid my acts of crime, paid my weakenesses, paid my fallen humanity as I accepted the offer to have my debts paid.
Now, I get myself thinking... Still, I have my debts: I owe my city, my country, and people around me. Don't we all have our debts?
Found mine. Find yours. Find yourself.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
A Boca
A boca é uma parte do corpo para a qual descobrimos tantas funções... Não importa o tamanho, a importância dela é tamanha :O Vejamos: com a boca comemos, bebemos, falamos, beijamos. E não importa o tamanho da boca, a importância dela não diminui. Ela é importante. Não importa também o tipo da boca: boca pequena, bocão, boca de jacaré, boca de siri... Todas as bocas comem, bebem, falam e beijam. Pois é... A boca se presta a muitas funções. Só tem uma coisinha... Uma vez que você tenha nascido com uma certa boca... Tem jeito, não. É aquela o resto da vida. A minha, por exemplo, é grande. Minha boca é grande por dentro e também quando sorrio (especialmente). Tenho lábios mais ou menos grossos. Enfim... Um bocão, por assim dizer. Mas um bocão pode não comer muito, beber muito... Mas... pra falar... Aí é outra história. Minha boca faz juz ao tamanho! Eu FALO muito :S E falo demais!! É uma boca nervosa, desmedida, atrevida e corajosa (alguns dizem). Minha boca fala tanto que fala até pelos dedos... É, praticamente, uma parte autônoma do meu corpo, desaforada que é. E enquanto fala, não come, não bebe, não beija... E como diz o provérbio, "quando um burro fala, os outros abaixam a orelha".
É. Preciso comer mais...
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
i write because it bleeds i shamble because it hurts i paint 'cause i have colors i drink because it burns
i say because it rings i scream because it blows i faint because of life i hope because i dye you shut so do I?
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Y O U R A N A W A Y
wait for the train in the railway and when it arrives you run away
run away run away run away
wait for the bus in the middle of the street and when it comes
you go astray
let it come let it come let it run
wait for yourself high up in the sky and if there’s someone else
you let her fly
never say never say never say
terça-feira, 1 de julho de 2008
Akeime
Akeime, segundo me falaram, significa "princesinha da lua". Sendo o único nome japonês que conseguia lembrar, assim batizei meu pequeno bonsai.
A primeira coisa que pensei quando ganhei Akeime foi... "Puxa! E agora?". Não entendo nada de bonsais. Não sei quanta água precisam para se sentirem bem, não sei como se tratam as folhas, não sei a que tipo de problemas a pequena árvore é exposta... O quanto de sol, de ar necessita etc, etc, etc.
Mas Akeime me ensinou muitas coisas... A primeira é que eu não sabia quase nada sobre ela, rs. Que fiz, então? Pesquisei. E descobri coisas interessantes até. Hoje sei o quanto de sol, de água ela precisa. Sei que está sujeita a fungos, que precisa de fertilizante...
E com Akeime cada dia é um dia. Vejo que mesmo pra um bonsai - resistente, forte - Akeime exige cuidados. Exige, não: demanda, grita.
Akeime tem resistido bravamente aos meus descuidos. Arvorezinha guerreira essa! Resiste, mas avisa: trate-me TODOS os dias, lembre-se de mim TODOS os dias, faça-me crescer TODOS os dias. E continua me ensinando: quais são as pequenas arvorezinhas que matamos TODOS os dias? E para nossas pequenas árvores, cada dia é um dia.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Just a piece
I'm a shadow in graceland A dreamer under a tree No apple falls on me
I stretch my arms Feel my fingers And the screen The bytes and bits Of you, just a bit In peace
Across the sea A voice A thought No touch We walk you, a whisper The wind
Não gosto de ver criança chorar. Parte o coração, não? Ainda mais quando a criança é do seu convívio. Aí, acho que todo mundo numa situação assim vira manteiga rs.
A criança que vi chorar é meu sobrinho. Estava ele um dia brincando tranquilamente no quarto de minha mãe quando ouvimos um barulho e o chororô. Não tinha erro: ele havia se machucado.
Eu, num dia "daqueles", dando curto circuito, em pane... Me vi obrigada a socorrer. O corte não tinha sido profundo, mas um pouco largo. E sangrava. Bastante. Meu sobrinho no seu desespero pueril tentava aparar o sangue com as mãozinhas sujas... Tomei ele nos braços, segurei as mãozinhas dele o impedindo de "sujar" ainda mais o corte e o levei para o banheiro. A velha receita: água e sabão. Vocês já podem imaginar a gritaria que foi. Doeu. Dói. Tratar feridas dói. Tomar vacina dói. Cirurgias doem.
E meu sobrinho foi forte. Olhava pra mim como se eu tivesse o alívio da dor... Olhei pra ele e disse firme: vai doer, mas vai sarar, confia em mim.
Daí foi gelo pra estancar o sangue e antisséptico e o tradicional "band-aid" (que, por qualquer motivo ou por tanta propaganda, é de um efeito psicológico poderoso).
Depois foi calmaria. Tempos depois vi o corte. Totalmente cicatrizado, mas com a marca lá. Um pedaço do corpo que havia se rompido, a extração de algo que não está mais lá, mas foi regenerado, recriado. Pode não ser uma pele com a mesma resistência de antes, mas... Pele. E pele é pele.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
TURN, TURN, TURN...
Pois é. O sol nasce e se põe. As marés enchem e "desenchem". As horas vêm e vão. Os dias vêm e vão.
Todos os dias temos fome e comemos. Todos os dias nos sujamos e nos lavamos. Todos os dias nos calamos e falamos.
Vemos pessoas todos os dias Aprendemos todos os dias Ensinamos todos os dias
E corremos, E "teclamos", E lemos, E entramos
Mas... As lições vão As horas vão Os dias também vão
A fome passa O sol passa A onda passa AS PESSOAS PASSAM
Como diz meu irmão: "Até a uva passa"
O AMOR PERMANECE
"Para todas as coisas há um tempo e um propósito debaixo do sol", disse o Pregador.
terça-feira, 25 de março de 2008
Wordless
No vazio de tudo que sou Silêncio Multidão de pensamentos Inação Perplexidade Vontade
E num instante Em que minha mente pára Não diz, não olha Geme e chora não sei o que Inominável Sussurro Inalcançável Voc... ... ... ...
Depois de falar do Bode, cá estou pra falar do habitat do Bode...
A primeira coisa que me vem à mente é a canção que mestre Gonzagão cantava: "não há, oh gente, oh não, luar como esse do sertão". E não há mesmo! Explico.
Terça de carnaval, anoitecendo. Dessa vez, os bichos não são bodes exatamente, mas... carneiros. Fomos à casa deles.
Não pudemos ver muita da vegetação pois, já era noite. Mas o céu em compensação... Este era quase cor de prata. Luzes e mais luzes. Os vagalumes iluminavam a estrada e nós nos iluminávamos ao som de música medieval. Contraste? Nem um pouco rs. Como não deveriam ser os céus do século XIII, por exemplo? Talvez até mais brilhantes.
Chegando à Casa, vimos e sentimos o cheiro da sala de concerto logo que entramos. Ao lado, um telescópio. Poucos minutos e todos se mobilizaram para montá-lo. A prontidão para esta tarefa foi logo justificada: o céu era ainda mais prata pelo telescópio. Aliás, não só prata: era vermelho de Marte, era amarelo de Saturno e seus anéis, era azul diamante de Sirius. Era todo brilho, todo luz. De fato, não há lugar, nem luar como aquele do sertão.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Congelando
Não alimente Aumente Não supra Suma Congele Condene Despeje Despreze Repele Envenene
E ganho
Mais força
Vontade
De aguar
Nosso vinho
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Lágrimas secas
Lágrimas secas
Secam o pulmão
Não respiro
Já foi, já era
Lágrimas secas
Escorreram ao vento
Saíram ao relento
Descuidadas, pisadas
Assim, maltrapilhas
Perdidas no chão
Alguém viu?
Eu não.
São secas e lágrimas
Se as virem, não serão
Mais lágrimas
Sangue serão
Coagulado, encerrado
Num “destino-caixão”
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
O Bode
Segundo a Wikipedia: "macho adulto dos caprinos, é um mamífero herbívoro ruminante cavicórneo que pertence à família dos bovídeos, subfamília dos caprinos tendo por designação latina: Capra aegagrus hircus". Li também que são animais para climas temperados, montanhas.
Pois é... Os que vi moram em terra trigueira, cor de brasa. Brasil. Miolo do Brasil. Saí a procura de um em especial mesmo tendo ouvido rumores de que ele era meio arisco, arredio. Malas prontas, livros em punho, câmeras, caderno (porque, ainda que eu tivesse... laptop e estrada... pra mim, não combinam!). Fui.
A primeira vez que ouvi falar no Bode estava na faculdade. Uma amiga recomendou: "Ouve isso, acho que você vai gostar. Tem muito a ver com Idade Média". Eu, apaixonada por tempos longínquos, não hesitei. Além do mais, a fonte era muito confiável. Ouvi e ouço até hoje. Tem razão os que observaram o elo desta música com nossa matriz lusitana medieval. O Bode canta gestas, castelos, justas... Canta Joana do Tarugo, Dassanta, A Donzela Tiadora (conto que remete às influências árabes no folclore galego-português).
Para adentrar um pouco no significado deste artista, levo comigo uma história que interpretei à luz de uma metáfora formada antes mesmo que eu viesse a conhecê-lo. Ei-la:
Ao chegar na cancela da fazenda do "Príncipe da Caatinga" (como disse Vinicius de Moraes), ficamos eu e meu parceiro de estrada nos perguntando como fazíamos para entrar. E agora? Gritar não adiantaria. A casa era longe demais do portão de entrada. Olhamos para o portão que não era tão alto e... Pulamos! Assim como se pula a cerca rs...
Demos os primeiros passos e logo avistamos eles - os bodes. Alguns de cabeça mais lisa, outros com grandes chifres. Alguns olhando pra nós. Paramos. Não sabemos lidar com tais animais no nosso cotidiano. Que fazer? Seguir e arriscar levar umas chifradas ou voltar. Continuamos observando. O do chifre mais longo bateu uma das pernas no chão. Entendemos como sinal: "Parece que ele está marcando território", ao que ouvi: "Não sei se é seguro arriscar seguir em frente, não. Vamos voltar."
Voltamos, olhamos os bodes... Alguns continuavam nos olhando. Meu companheiro decide tocar no vizinho da frente e pedir informações sobre como entrar. Sento à sombra da Gameleira e continuo fazendo minhas notas. Meio de longe, observo que os bodes vagarosamente retomam o caminho da estrada, distanciando-se de nós. Confesso que me senti mais aliviada.
"Ele disse que 'não faz nada, não'. Que os bodes são 'mansinhos'". "Mansinhos ou não", meu companheiro seguiu com um galhinho na mão... Pro caso de sentir necessidade.
Os bodes se distanciando, nenhum deles estava nos encarando mais... Fizemos uma pausa e entramos. Dessa vez, sem pular. O portão estava só com o cadeado embolado para enganar os desavisados (nós, no caso).
Alguns passos, já mais perto dos bodes, encontramos um dos trabalhadores da fazenda. Eu me senti mais aliviada ainda rs. Aos poucos, nos aproximávamos dos bodes, pois nossos passos eram mais largos. Olhei pro lado, vi o bode de chifres longos. Acho que ele não deve ter notado nem sombra de gente que estava perto dele. Confirmei as palavras do vizinho da frente: sim, o Bode era manso. Segui.
P.s: Pra quem não conhece o Bode...
sábado, 12 de janeiro de 2008
Could not say Could not hide Make efforts dull Make love companion's fool Go astray Wonder why Not here, not there Go away Mr. Hide Only a "t" between "here" and "there" May "there" be "thine"
sábado, 22 de dezembro de 2007
Como se mata uma rosa
Sal, muito sal. O sal conserva O sal guarda Guarda o que é bom, o que é ruim
Sugue o líquido Retire a água A pureza, o visco Extraia a vida, a vontade de si
Exponha ao sol Quem revigora também resseca Seca
A rosa murcha Encolhe-se Sabendo-se tão pouco rosa E somente flor Que nasce, floresce Vira papel, enruguece E se esvai
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
Pensei em escrever... Mas descobri que o que eu queria dizer hoje... Já foi dito por mim em "consider". Se posso me dar o direito a um auto-plágio... Ei-lo novamente:
Consider
We’re only shadows in the desert We run in and out and end up in the same place. Home is far, but we persist We’re not brave, but we have to live
Love is but an answer I couldn’t find A memory that still remains In a fool’s mind
Love is a signal That shows we’re human A piece of meaning In this meaningless merry
It should be bread In times of hunger But it’s a drop of water For a thirsty crowd
Should we be easy with a drop? Could we go on without a crop? And if the pain makes us morn We’ve got to make our path and fight for more
P.s: Pra gente lembrar que tudo aqui é passageiro... Que carreira, ocupações, relações afetivas e até de parentesco... tudo vaidade sob o sol, como diz o Pregador.
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Que razão se faz razão Só há braços que envolvem e descansam Em laços que se tornam únicos Em todas as direções
Se me encontro no alto de um monte, vejo sua mão Se é um vento que passa, eu te sinto Se o abismo parece infindo, toco o seu chão
E flutuo Como flutuaria no espaço rumo ao impensável, Ao tempo que nunca acaba Aonde todo homem anseia chegar
E se torna realidade o nome de quem me guarda Que até minhas impurezas faz limpar E mostra seu rosto através de um anjo E encontro você, seja qual for o lugar
Ever ever after, luv you heart and soul, no periods